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Ortopedia facial: além da estética
A ortopedia facial visa corrigir as assimetrias ósseas do rosto, mantendo o equilíbrio facial. O objetivo é evitar o crescimento inadequado dos ossos da face e prevenir alterações futuras de mau posicionamento dos dentes, desequilíbrio da oclusão (fechamento da boca), estresse do sistema neuro-muscular, disfunções da articulação da mandíbula com o crânio, chamada de temporomandibular, e até mesmo baixa-estima. “Os problemas bucais sempre afetam a auto-estima das pessoas, pois é com a boca que falamos, sorrimos, nos expressamos. Se a pessoa tem vergonha de se expor por causa de dentes tortos, por exemplo, se sente excluída e não se valoriza”, afirma Juarez Köhler, especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial da Clínica Köhler Ortofacial. Ele alerta ainda que não é apenas uma questão estética, mas de saúde. Ossos faciais grandes ou pequenos demais podem causar distúrbios e problemas como dores de cabeça, desequilíbrio muscular e respiração errada.
 
Aparelhos ortopédicos corrigem problemas na mandíbula
O crescimento inadequado dos ossos faciais das crianças pode ser tratado com o uso de aparelhos ortopédicos intra ou extrabucais. De acordo com Gerson I. Köhler, ortodontista e ortopedista-facial da Clínica Köhler Ortofacial, crianças com falta ou excesso de queixo pode ter problemas de mastigação, respiração incorreta, dentição torta e até mesmo baixa estima. “O tratamento com aparelho visa estimular centros de crescimento para deixar os ossos da face mais harmônicos. Uma criança com falta de queixo, por exemplo, deve usar um modelo específico que empurra a mandíbula para frente sempre que ela fecha a boca ou engole a saliva. Essa pressão constante faz com que a mandíbula cresça”, explica.
 
Emagrecimento começa pela boca
Nos últimos quatro anos o percentual de brasileiros obesos cresceu de 11,4% para 13,9% e o dos que estão acima do peso subiu de 42,7% para 46,6%. Os dados são da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Universidade de São Paulo (USP). Divulgado em junho deste ano, o estudo revela ainda que o sobrepeso atinge 51 % dos homens e 42,3 das mulheres.
Entre os principais fatores que levam ao aumento excessivo de peso estão o consumo predominante de alimentos industrializados, o sedentarismo e fatores genéticos. Segundo Gerson I. Köhler, ortodontista e ortopedista-facial da Clínica Köhler Ortofacial, existem diversas estratégias para perder peso. Farmacoterapia, nutracêutica, cirurgia bariátrica, balão intra-estomacal, dietas indicadas por nutricionistas e endocrinologistas e até mesmo aparelhos utilizados na boca. “Os aparelhos intrabucais ou intra-orais  – também de conotação bariátrica, isto é relacionados ao tratamento de causas e conseqüências da obesidade – servem para reduzir a ingestão e melhorar a qualidade da mastigação dos alimentos, gerando ukm comando de saciedade antecipada. A diminuição da quantidade de alimento ingerido começa pelo tamanho de cada bocado que se coloca na boca”, explica Gerson.
 
Mastigação rápida leva ao sobrepeso
Para se perder peso é necessário uma mudança de comportamento, que depende da força de vontade de cada um. Estudos médicos realizados recentemente na Holanda, na Universidade de Wageningen, mostraram que a relação entre a velocidade da mastigação e a quantidade de calorias consumidas estão diretamente relacionadas ao equilíbrio ponderal (o peso) das pessoas. “Quando a pessoa come devagar, colocando pequenas porções de comida na boca e mastigando por mais tempo, ela não só homogeneiza melhor o alimento como pode reduzir significativamente a ingestão de calorias e emagrecer gradativamente”, afirma Juarez Köhler, especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial da Clínica Köhler Ortofacial. Ele acrescenta ainda que comer rápido prejudica a saciedade e faz com que se consuma mais alimento do que o necessário, podendo ocorrer o sobrepeso.
 
Aparelhos usados na boca podem ajudar a emagrecer
Para não comer além do necessário é preciso tomar cuidado com o ritmo mastigatório. Comer muito rápido engorda, pois não há tempo para a pessoa se sentir saciada e a ingestão calórica acaba sendo excessiva.  Foi a partir deste conceito, de que a mastigação influi na saciedade, que surgiram técnicas como os aparelhos intrabucais ou intra-orais para ajudar as pessoas a diminuirem seu peso. O dispositivo é feito em acrílico e se encaixa no céu da boca, como os aparelhos removíveis usados em tratamentos ortodônticos. Ele deve ser usado a cada refeição para permitir a redução da ingestão de alimentos. A mastigação adequada leva a pessoa a alcançar mais rapidamente a sensação de saciedade (estar satisfeita), beneficiando a redução progressiva do peso pela redução da ingestão calórica. “A importância deste detalhe é que o cérebro terá tempo de receber os estímulos necessários para enviar a mensagem de saciedade a quem está se alimentando. É uma questão de formar um novo hábito de mastigação, que é fundamental para um programa de saúde destinado àqueles que queiram perder peso que esteja em excesso. O tratamento é feito em parceria entre odontologistas, nutrólogos ou endocrinologistas”, explica o ortodontista e ortopedista-facial Gerson I. Köhler.
 
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